31/05/2024 às 09h20min - Atualizada em 31/05/2024 às 09h20min

Febre Oropouche: Minas Gerais confirma quatro casos da doença no estado

São os primeiros registros da febre Oropouche em Minas Gerais; a doença é endêmica na região Amazônica.

Por Débora Costa - cbn.globo.com
O mosquito maruim é transmissor da Febre Oropouche — Foto: Fiocruz

A Secretaria de Saúde de Minas Gerais confirmou quatro casos de febre Oropouche no estado. São os primeiros registros dessa arbovirose em Minas, considerando que a doença é endêmica na região Amazônica. Conforme a pasta, exames laboratoriais detectaram o vírus em amostras de dois pacientes de Ipatinga, no Vale do Aço: um em Gonzaga, na região do Vale do Rio Doce, e outro no município de Congonhas, na região Central do estado

Em um primeiro momento, os pacientes suspeitaram de dengue, visto que a febre Oropouche tem sintomas semelhantes, como febre súbita, dor de cabeça, náuseas, vômitos, dor muscular e nas articulações. Porém, após a análise de exames de sangue pela Fundação Ezequiel Dias, ficou confirmada a febre Oropouche, que é transmitida pelo mosquito do tipo maruim, conhecido popularmente como "borrachudo" ou "pólvora".

A Secretaria de Estado de Saúde disse que está acompanhando a evolução dos casos e conduz a devida investigação epidemiológica no estado. A pasta afirmou, ainda, que está atenta a complicações, já que a doença pode provocar quadros neurológicos como meningite ou hemorrágicos, como sangramento gengival, no nariz ou a presença de manchas avermelhadas na pele.

Ainda, a SES afirmou que uma característica importante da febre Oropouche, que ocorre em até 60% dos casos, é o retorno dos sintomas da doença de uma a duas semanas após o início da manifestação da febre.

Conforme os registros do Ministério da Saúde, a febre Oropouche foi detectada no Brasil pela primeira vez em 1960. Atualmente, o país tem mais de 5 mil casos confirmados em 2024, sendo que 90% deles se concentram nos estados do Amazonas e Rondônia.

O Ministério da Saúde fez um alerta neste mês para a disseminação da febre Oropouche no país e divulgou a construção de um protocolo para os serviços de vigilância em saúde dos estados. A pasta também ressaltou a necessidade de acabar com criadouros do mosquito maruim, que assim como o Aedes aegypti, se desenvolve em locais úmidos e em ambientes com matéria orgânica e lixo.


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