24/05/2024 às 10h26min - Atualizada em 24/05/2024 às 10h26min

Jogos de basquete do Minas são um espetáculo para torcida em BH

Público na Arena UniBH pode participar de diversas atividades que vão além da partida dentro de quadra; conheça

Débora Elisa - O TEMPO
O TEMPO

As noites de quarta-feira no Brasil têm cara de eventos esportivos. Tradicionalmente, são as partidas de futebol que embalam o meio da semana dos torcedores, mas, na quarta (22/5), uma multidão se reuniu na tradicional rua da Bahia para acompanhar outro esporte: o basquete.

Para quem quer ‘fugir’ do futebol, o basquete aparece como outra grande opção de entretenimento esportivo na capital mineira, e a Arena UniBH, casa do Minas, se transforma em um verdadeiro palco para um espetáculo 360º, que envolve atletas, torcida, clube e ginásio. Ao final dessa partida, foram os visitantes, o time de Franca, que celebraram a vitória, por 82 a 72, no jogo 3 da série semifinal do NBB no que pode ter sido a despedida do time da torcida na temporada, mas o Minas segue vivo atrás do sonho da vaga na decisão para trazer de volta a série para Belo Horizonte.

“O Franca teve muito mérito, subiram a intensidade na defesa e jogaram com um nível de contato físico alto, isso fez que a gente tivesse um número de erros, como no jogo 1, maior do que a gente poderia. Alguns rebotes também pesaram, isso deu um volume de jogo maior para eles. Contra uma equipe da qualidade como o Franca a gente não pode permitir isso. Ofensivamente, tivemos momentos que a gente se perdeu um pouco do que a gente tinha se proposto a fazer, e agora temos que assistir o vídeo, corrigir e ir para Franca com confiança. A série continua aberta, vai avançar para a final quem ganhar três jogos e isso não aconteceu ainda”, afirmou o técnico Leo Costa.

Torcida presenciou só uma derrota em casa nos playoffs
Torcida do Minas presenciou somente a primeira derrota em casa nos playoffs. O resultado negativo da partida contra o Franca não apagou a relação próxima do torcedor com o time nesta temporada. Alguns rostos na multidão são, inclusive, ‘figurinhas carimbadas’ na Arena. Uma das ações do Minas, por exemplo, é disponibilizar um ‘passe de temporada’, no qual o torcedor pode comprar uma camisa que dá acesso a todos os jogos da equipe minastenista em casa. E tudo isso só a R$ 40. Forma de facilitar o acesso de quem realmente gosta nos espetáculos.

Um desses apaixonados é Francisco Campos, advogado, que não perde uma oportunidade de encontrar outros torcedores para acompanhar os confrontos. Para ele, o esporte como entretenimento pode ir bem além do futebol na noite belo horizontina.

"Para mim o futebol nem é uma opção. Não gosto. Vir aqui na Arena é incrível, é sempre este clima, esta festa, tem telão, brincadeiras e brindes. Essa iniciativa do Minas de transformar os jogos em verdadeiros eventos é muito positiva, até mais do que eu vejo acontecer em outros esportes, como o próprio futebol. Aqui no Minas, seja no vôlei ou no basquete, sempre tem. Para quem busca uma alternativa, sem dúvidas o clube oferece um leque de opções para quem está procurando algo diferente", afirmou o torcedor Francisco, que se encontra sempre no mesmo lugar com outros aficionados.

Estratégia robusta para aumentar a visibilidade do basquete minastenista
Nos últimos anos, o Minas Tênis Clube viu uma verdadeira explosão de público na Arena UniBH. Não é por acaso. Daniel Westin, gerente de basquete do Minas, falou à reportagem de O TEMPO Sports que os números relacionados ao público desta temporada batem recordes históricos, e, por consequência, o time corresponde em quadra. Na partida de quarta (22/5), as arquibancadas chegaram perto de sua capacidade máxima de 4.600 lugares, e faltando dois minutos para o fim do segundo quarto, ainda era possível observar torcedores entrando no local.

Só neste ano, o aproveitamento do Minas em Belo Horizonte, no Novo Basquete Brasil (NBB), liga nacional da modalidade, foi de 83%. Tanto na fase classificatória quanto nos playoffs. A derrota no jogo 2 para o Franca foi, inclusive, a que quebrou uma sequência de cinco resultados positivos em sequência no mata-mata. Segundo o clube mineiro, ano a ano, o público vai se fidelizando cada vez mais. Resultado das ações que atraem novos públicos, de várias idades. 

A festa começa bem antes da bola voar. Pelos corredores, fãs podem tirar fotos com banners e, para esperar o início do jogo, até curtir um videogame. Um dos jogos eletrônicos mais populares, o da série NBA2K, fica ligado próximo a uma área de convivência, com a criançada controlando as principais estrelas do basquete mundial. Na apresentação dos atletas da casa, um jogo de luzes e efeitos especiais, com direito a máquinas de fogo, deixa o momento ainda mais eletrizante.

Durante o intervalo, uma série de ativações que podem até render uma ‘bolada’ em dinheiro para algum torcedor. Só precisa ter pontaria. Na partida, três mulheres foram escolhidas para tentar fazer uma cesta do meio da quadra, e se acertassem, levariam R$ 5 mil. Mas faltou um pouco de mira. Um pouco antes, um grupo de dezenas de garotas da dança do Minas fizeram uma apresentação que levantou a torcida, que retribuiu com muito carinho e aplausos.

“Trabalhamos com outros veículos que estão valorizando o esporte em BH para levar o basquete como uma oportunidade a mais para os cidadãos daqui terem uma experiência diferente de torcer por um clube da cidade”, afirmou Westin.

Energia da torcida faz a diferença nos resultados
Em toda a campanha da temporada do NBB, o Minas jogou na Arena UniBH 24 vezes até agora, e venceu 20. Na série das quartas de final contra o São Paulo, a torcida fez a diferença para o elenco minastenista tirar a vantagem dos adversários e avançar para a semifinal. Para o técnico Leo Costa, o que fica é muita gratidão e a expectativa de superar o Franca e São Paulo e trazer uma decisão nacional para Belo Horizonte.

“A nossa torcida tem sido fantástica. Tenho que enaltecer isso. A cada ano que passa nós temos conseguido um número maior de público. Os fãs do basquete estão aumentando aqui no Minas e isso é muito bom. Os jogadores sentem essa energia, isso causa um impacto direto no jogo. Infelizmente a gente não vai poder contar com esse apoio lá, então, nós vamos ter que tirar uma força de dentro do grupo para, quem sabe, conseguir superar o Franca nos dois confrontos lá fora e voltar a poder jogar a final ao lado da nossa torcida”, concluiu o comandante.


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