24/05/2024 às 08h28min - Atualizada em 24/05/2024 às 08h28min

Vacinação contra a poliomielite terá início no dia 27 de maio em Belo Horizonte

O esquema vacinal para crianças até 1 ano prevê três doses injetáveis, aos 2, 4 e 6 meses

Por Juliana Siqueira - O TEMPO
As doses vão ser aplicadas nos 152 centros de saúde do município Foto: Rodrigo Clemente/PBH

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite em Belo Horizonte terá início no dia 27 de maio e vai até 14 de junho. O objetivo é imunizar todas as crianças menores de cinco anos, com aplicações feitas conforme a avaliação do cartão de vacinação. As doses vão ser aplicadas nos 152 centros de saúde do município. Para saber os horários e os endereços, clique aqui.

O esquema vacinal para crianças até 1 ano prevê três doses injetáveis, aos 2, 4 e 6 meses. Já aquelas que têm entre 1 e 4 anos e que estiverem com o esquema vacinal completo deverão receber a dose oral da vacina. 

Conforme destaca o médico infectologista Leandro Curi, a vacinação contra a poliomielite é de suma importância, e todos devem se engajar na imunização.

“O Brasil erradicou a doença, mas existe o medo do retorno, já que a taxa vacinal caiu ao longo dos anos. Não se pode negligenciar o assunto. O vírus continua circulante. O retorno da enfermidade seria algo drástico para todo o país”, diz ele.

Conforme o profissional ressalta, a doença deixa sequelas motoras definitivas e merece preocupação. Crianças afetadas podem ter a saúde comprometida por toda a vida.

“Não podemos nem pensar em não vacinar as crianças. A poliomielite é extremamente séria, e causa lesões permanentes”, afirma ele.

Paralisia infantil
A paralisia infantil é uma doença infecciosa viral, transmitida de pessoa para pessoa, sobretudo por via fecal-oral. O ideal para prevenir a doença é que mais de 95% das crianças sejam imunizadas. No entanto, o índice de crianças menores de 1 ano imunizadas contra a doença na capital mineira é de 68,5%. Em 2023, foi de 72,4%.

A queda na cobertura vacinal em todo o país nos últimos anos fez a  Organização Panamericana de Saúde (OPAS) considerar o Brasil como de alto risco para reintrodução da enfermidade.


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