16/05/2024 às 03h34min - Atualizada em 16/05/2024 às 03h34min

Vereador de BH que virou motorista de aplicativo será assessor na Câmara

Nomeação de Moamed Rachid foi publicada no Diário Oficial de sábado. Ele vai auxiliar outro vereador veterano na Câmara

- O TEMPO
Vereador por 21 anos virou motorista de aplicativo e retornou como assessor na CMBH Foto: CMBH
A trajetória do ex-vereador de Belo Horizonte, Moamed Rachid, chama a atenção de quem acompanha o dia a dia da política belo-horizontina. Depois de 21 anos ocupando um lugar na Câmara de municipal, o político começou a trabalhar como motorista de aplicativo nas ruas da cidade. Agora, ele foi nomeado como assessor legislativo e vai retornar para a Câmara da capital mineira. 


Em janeiro, quando a reportagem de O Tempo encontrou o parlamentar como motorista de aplicativo na capital, ele não escondia sua vontade de voltar a frequentar os círculos políticos de Belo Horizonte e dizia ter o interesse de se candidatar novamente nas eleições municipais de outubro.

De acordo com Rachid, pela experiência, ele poderia ter sido aproveitado seja na Prefeitura de Belo Horizonte ou até mesmo no governo do Estado. “Mas com essa onda de politicamente correto, só dão oportunidades para novos e que muitas vezes não têm nenhuma experiência. Mas fazer o que, a vida é assim mesmo. Político sem mandato é igual açougue sem carne, nem vento bate nas suas costas”, declarou.

Neste sábado (11/5), a vontade do político se tornou realidade com a publicação de sua nomeação no Diário Oficial do Município (DOM). Moamed Rachid volta como assessor de outro parlamentar veterano, Wagner Messias, o Preto (União), que também passou um tempo afastado da Câmara, depois de não ser reeleito em 2020, e voltou em março deste ano após a cassação dos vereadores vinculados à chapa do PROS. 


História
Em 2009, enquanto ainda era vereador, Moamed Rachid teve um filho assassinado durante uma discussão. Segundo ele, a tragédia acabou mudando toda sua vida. O ex-vereador e agora assessor parlamentar, diz que entrou em depressão fechou empresas e vivia até o início do ano apenas do rendimento vindo do aluguel de algumas lojas, que eram suficientes para manter a família. Mas que a vontade de se manter ativo e ter contato com as pessoas acabou fazendo com que ele começasse a atuar como motorista de aplicativo.
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