14/05/2024 às 11h08min - Atualizada em 14/05/2024 às 11h08min

Avenida que homenageia general que participou do Golpe de 64 pode ter nome alterado em BH

Projeto quer rebatizar avenida do bairro Itapoã em homenagem ao ex-vereador da capital mineira, Antônio Pinheiro, pai do jornalista Chico Pinheiro

Lucas Pavanelli - itatiaia.com.br
Reprodução Google Street View

A Comissão de Legislação e Justiça (CLJ) da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) vota, em caráter definitivo, nesta terça-feira (14), um Projeto de Lei que pretende alterar o nome da avenida General Olímpio Mourão Filho, localizada na região da Pampulha, para Vereador Antônio Pinheiro. O PL 818/2023, de autoria do vereador Pedro Patrus (PT), tramita em turno único na comissão e dispensa a votação do conjunto de vereadores em plenário.

Mourão Filho foi um general do Exército Brasileiro que comandou as tropas da 4ª Região Militar de Juiz de Fora, na Zona da Mata, em direção ao Rio de Janeiro, em 31 de março de 1964. O objetivo era depor o então presidente da República, João Goulart. O golpe militar, que completou 60 anos em 2024, foi concretizado no dia seguinte.

Já Antônio Pinheiro, pai do jornalista Chico Pinheiro, foi vereador em Belo Horizonte e deputado estadual de Minas Gerais.

A mudança no nome da avenida que homenageia o general vai na esteira de uma lei sancionada pelo prefeito Fuad Noman (PSD) em junho do ano passado e que proíbe homenagens a figuras e datas da ditadura militar em espaços públicos da cidade.

Antônio Pinheiro foi vereador por cinco mandatos consecutivos em Belo Horizonte

Reprodução / ALMG
No mês passado, o prefeito sancionou um outro projeto de lei aprovado pela Câmara de Vereadores, que substitui o nome da rua Luiz Soares da Rocha, no bairro Luxemburgo, na região Centro-Sul, por Elias Antônio Jorge.

Soares da Rocha foi um delegado da Polícia Civil de Minas Gerais e teve o nome incluído no relatório final da Comissão Nacional da Verdade após ter sido apontado por pelo menos cinco presos políticos como autor do assassinato do ex-sargento da Aeronáutica, João Lucas Alves, em 1969. Já Elias Antônio Jorge foi sindicalista e professor universitário.


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