12/05/2024 às 23h38min - Atualizada em 12/05/2024 às 23h38min

Mesmo com tragédia, Lula mantém burocracia para o Rio Grande do Sul

Por Alexandre Garcia - gazetadopovo.com.br
Mercado Público de Porto Alegre, com o térreo tomado pela água das chuvas, em 5 de maio de 2024.| Foto: EFE/ Isaac Fontana

Vocês viram o que aconteceu no estádio do Atlético-MG, em Belo Horizonte? Tinha jogo com o Grêmio. Só que o Grêmio não foi, né? Inclusive, jogadores do Grêmio estão lá [no Rio Grande do Sul] ajudando a salvar pessoas. Aí o Atlético decidiu fazer um treino e cobrar ingresso. 40 mil pessoas pagaram em benefício das pessoas do Rio Grande do Sul. Torcedores do Grêmio e do Internacional, adversários no futebol, do Atlético Mineiro... A torcida se uniu formando as cores da bandeira do Rio Grande do Sul e todo mundo cantou o hino do estado.

Não basta ser bravo, forte. O povo tem que ter virtudes. É o que o Rio Grande está mostrando. Por exemplo: grupos de médicos. Os mesmos que salvaram pessoas com tratamento durante a Covid. E eles estão tratando de novo.

Alguns parecem não ligar para tragédia no RS
Parece que há uma divisão: tem gente que está dando de tudo e outros que não estão ligando. Quando as águas baixarem, vai ficar tudo muito cristalino. Eu acho que o país pode ficar mais dividido do que está. Eu disse ontem, em uma entrevista à CNN de Portugal, que as águas do Rio Grande do Sul vão fazer aparecer muita coisa quando forem embora.

Aí eu vejo que o nosso presidente foi para o Nordeste e lá fez afirmações estranhas. Eu não quero me referir àquela senhora que tem cinco filhos e para quem ele disse para manter a porteira fechada. Sei lá... Mas ele falou para aquelas pessoas que ele vivia em uma casa de 33 metros quadrados e que agora vive em um Palácio. Que tem os médicos que quiser, enquanto eles têm dificuldade de ter médicos, de fazer exames médicos. Meu Deus, eu não estou entendendo mais nada do que o presidente quer dizer com essas coisas.

O fato é que ele não tem um contribuído para tirar a burocracia de tudo que é necessário. Ele não contribui para se entender com os prefeitos, com o governador [Eduardo Leite]. O governo fez uma declaração dizendo que o presidente anunciou R$ 50 bilhões. E aí o governador conta que não é bem isso. Tem um dinheiro que já estava destinado e o resto é crédito, empréstimo. Mas empréstimo não adianta nada porque vão ficar devendo.

No Rio Grande do Sul está cheio de empresa que vai fechar. A água entrou na empresa, destruiu tudo. Deixaram que a empresa se estabelecesse naquele lugar, que é alcançado pelas águas. Onde é que está o controle de zoneamento das cidades? Isso não existiu. O estado brasileiro não agiu. Não avisaram as pessoas direito. Não avisaram onde que elas deviam se abrigar. Elas foram para um abrigo; depois a água chegou naquele abrigo e aí tiveram que sair dali sem saber para onde ir. Foram falhas muito grandes. O número de mortes vai passar de 200. Quando as águas baixarem vai ser um horror.

No domingo foi anunciada a morte da deputada Amália Barros, do PL de Mato Grosso. Ela participava do PL Mulher, junto com Michelle Bolsonaro. Ela morreu de uma doença no pâncreas. Ela já teve uma doença grave com 20 anos e por isso perdeu um olho.

Deputada americana sugere retirada de visto de Moraes
E falando em mulher, tem a deputada María Elvira Salazar, que é filha de refugiados cubanos e eleita pelo partido Republicano da Flórida. Ela deu entrevista aqui na Gazeta do Povo que está muito boa.

Ela foi apresentadora de televisão, foi entrevistadora, entrevistou presidentes, trabalhou na CNN,  na Telemundo, na Univisión. Salazar tem 30 anos de televisão e deu uma bela entrevista dizendo que vai sugerir à Casa Branca e ao departamento de Estado dos Estados Unidos que tirem o visto do ministro Alexandre de Moraes.

Claro que isso é uma decisão do Poder Executivo dos EUA, mas os republicanos na Câmara de Representantes, ou seja, lá no congresso americano, estão fazendo de tudo para que os EUA tomem alguma medida. Estão trabalhando para que o país dê uma sacudida nos poderes brasileiros sobre censura, sobre desobediência ao que determina a Constituição nos artigos 5 e 220 e sobre liberdade de opinião.

 


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