07/05/2024 às 11h27min - Atualizada em 08/05/2024 às 00h01min

Energia fotovoltaica pode colocar o Brasil entre os países líderes do segmento solar

Danilo Fernandez
[Divulgação]
Por Ramon Nuche*
 
Nos últimos anos, o Brasil vem se destacando no cenário global de energia solar com um crescimento significativo, tanto por sua geografia favorável à instalação desse tipo de tecnologia, quanto pela adesão social e incentivos. Em 2023, o país bateu recorde de expansão da energia fotovoltaica, adicionando 3 gigawatts (GW) à matriz energética nacional. A capacidade instalada da matriz elétrica foi de 7 GW entre janeiro e agosto do mesmo ano, dos quais 6,2 GW foram provenientes de fontes solar e eólica1.

Em 2024, até o momento, a produção de energia fotovoltaica já superou 38 gigawatts de capacidade instalada no país, representando quase 17% da matriz elétrica nacional. De acordo com dados da ABSOLAR, mais 9,4 GW serão adicionados à rede, resultando em um total de 45,5 GW em operação até o final do ano². Isso demonstra a evolução do Brasil na transição para uma matriz energética mais limpa e sustentável e para se estabelecer como um dos principais polos de energia solar global.

Parte dessa evolução tem apoio crucial do governo, que tem desempenhado um papel chave no incentivo à expansão da energia solar no país, por meio de políticas públicas favoráveis e leilões de energia. Além disso, a queda no preço dos equipamentos fotovoltaicos e a redução das taxas de juros criaram um cenário favorável para o mercado como um todo. Segundo a ABSOLAR, a fonte renovável de matriz solar poderá gerar mais de 300 mil novos empregos no país e novos investimentos no setor poderão ultrapassar a cifra de 50 bilhões de reais².

Hoje, a energia fotovoltaica já é utilizada em diversas frentes no país, como no agro, no comércio, na indústria, no setor automotivo e residencial. As aplicações das placas solares, que convertem os raios em energia, são das mais diversas, indo desde instalações tradicionais em telhados, até em plantações ou em lagos - conhecidas por usinas flutuantes.

E há previsão de que, em breve, novas tecnologias, que já estão disponíveis em países da Europa, cheguem ao Brasil permitindo melhor aproveitamento da geografia local e aplicação flexível ou dupla, como é o caso dos painéis solares de instalação vertical, que são projetados com foco no setor agrícola, podendo ser utilizados em talhões de lavouras, servindo como cercas geradoras de energia - o que potencializará ainda mais o uso de espaços rurais.

Tudo isso vem se refletindo e pavimentando o caminho para um futuro promissor no setor fotovoltaico brasileiro. Até 2030, a capacidade instalada de energia solar no país crescerá para 28 GW em 2030, representando cerca de 11% da matriz elétrica brasileira - é o que prevê a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). O Brasil é um dos países que têm despontado como um dos líderes globais na adoção da energia fotovoltaica e, com investimentos contínuos e políticas favoráveis, além do surgimento de tecnologias de ponta para o setor, o futuro da energia solar, por aqui, sem dúvida será bastante promissor.

*Ramon Nuche é diretor geral da AESolar para a América Latina.


Referências
¹Gov.br.Brasil bate recorde de expansão da energia solar em 2023. https://www.gov.br/mme/pt-br/assuntos/noticias/brasil-bate-recorde-de-expansao-da-energia-solar-em-2023. Acesso em maio de 2024.
²Absolar. https://www.absolar.org.br/noticia/mercado-de-energia-solar-vislumbra-cenario-mais-favoravel-no-brasil-em-2024/. Acesso em maio de 2024.

 
Link
Notícias Relacionadas »
Comentários »
Comentar

*Ao utilizar o sistema de comentários você está de acordo com a POLÍTICA DE PRIVACIDADE do site https://portalg7.com.br/.